• Ronaldo Gorga

O GRANDE RISCO DA POLUIÇÃO



Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) quase 95% do mundo vive em áreas onde os níveis de poluição são superiores ao que é considerado seguro. E essa poluição do ar é uma mistura complexa de partículas finas e gases.

O PM2.5 é um dos componentes mais amplamente estudados da poluição do ar, pois é 20 a 30 vezes menor do que a largura do seu cabelo, pequenas o suficiente para serem facilmente inaladas para o pulmão e absorvidas pela corrente sanguínea.

Uma vez em nosso corpo o PM2.5 pode se depositar em qualquer sistema orgânico e é responsável por desencadear inflamações que levam a doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, obesidade, doenças pulmonares obstrutivas crônicas e câncer.

Você sabia que a poluição atmosférica causou 8,8 milhões de mortes prematuras em 2015 e esse numero deve continuar subindo. Comparativamente a OMS estima que o numero global de mortes prematuras por tabagismo é de 7 milhões por ano.

O maior contribuinte para a poluição do ar em grande parte dos Estados Unidos, China e Rússia é o fertilizante agrícola, especialmente o componente de nitrogênio usado supostamente para enriquecer o solo e cultivar colheitas maiores.

A medida que os fertilizantes nitrogenados se decompõem, a amônia é liberada no ar. Quando atinge áreas industriais, combina-se com combustão de combustíveis fósseis criando micropartículas.

Outro problema desses fertilizantes é que quando adicionado no solo, ele reduz a quantidade de carbono e afeta a capacidade futura do solo de suportar o crescimento das plantas. O excesso de escoamento de fertilizantes também é um dos maiores contribuintes para a poluição oceânica.

Além disso os produtos químicos liberados por fabricas, também ajudam a poluição e o declínio da saúde humana. Essas empresas continuam crescendo e aumentando o numero de poluentes liberados no ar e o mundo não cumprirá seu compromisso internacional de reduzir produtos químicos perigosos e deter a poluição.

Outro problema da poluição é em questão a inteligência, um estudo feito na China mostrou que quem estava exposto ao ar tóxico tiveram uma grande redução na inteligência. Os pesquisadores acreditam que idosos ou pessoas com baixa escolaridade podem ser mais afetados ainda.

Mas não só esses grupos que são afetados. A poluição pode afetar os seres humanos antes mesmo do nascimento. Partículas minúsculas de carbono podem migrar através dos pulmões para a placenta. Além disso a poluição pode aumentar os riscos de parto prematuro, mortalidade infantil, baixo peso ao nascer e condições respiratórias na infância.

Evidencias emergentes demonstram que a PM2.5 pode desempenhar um papel em varias doenças que você não pode associar automaticamente à poluição do ar, incluindo:

  • Diabetes;

  • Diminuição da função cognitiva;

  • Transtorno de déficit de atenção;

  • Hiperatividade;

  • Autismo;

  • Síndrome de morte súbita infantil.

As crianças são mais vulneráveis a poluição do que os adultos, pois seus corpos ainda estão se desenvolvendo. Além disso crianças respiram mais rápido que os adultos, absorvendo mais ar e poluentes.

Embora não temos controle sobre a poluição fora de casa, temos o controle sobre o que comemos e podemos evitar produtos de limpeza nocivos a saúde. Por isso listarei estratégias alimentares que são efetivas a curto prazo:

  • Ômega-3: Essa gordura anti-inflamatória reduz efeitos adversos para a saúde cardíaca e os níveis lipídicos.

  • Brócolis: O extrato de brócolis tem capacidade de prevenir uma reação alérgica nasal comum que ocorre com a exposição ao escape de diesel. Pesquisadores mostraram que tem efeito protetor contra o papel da poluição do ar em doenças alérgicas e asma.

  • Vitamina C e E: Entre crianças com asma, a suplementação coma antioxidantes, incluindo vitamina C e E, ajudou a amenizar o impacto da exposição ao ozônio em suas pequenas vias aéreas.

  • Vitaminas do complexo B: Altas doses de B6, B9 e B12 em combinação, compensa os danos causados por partículas dinas na poluição do ar. Quatro semanas de suplementação de alta dose, reduziu o dano genético em 10 locais de genes em 28% a 76%, protegeram o DNA mitocondrial dos efeitos nocivos da poluição e ajudou a reparar danos genéticos.



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