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Tylenol e Autismo: O que a ciência revela por trás do alerta de Trump

  • Foto do escritor: Ronaldo Gorga
    Ronaldo Gorga
  • 24 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 15 horas


CONTEXTO GERAL

Durante décadas, o paracetamol (Tylenol) foi considerado o analgésico mais seguro para gestantes. No entanto, novas pesquisas apontam riscos preocupantes: a exposição pré-natal pode estar associada ao aumento de casos de autismo, TDAH e outras alterações do neurodesenvolvimento.


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Estudos epidemiológicos mostram que o uso de acetaminofeno na gravidez pode dobrar ou até triplicar o risco de autismo em meninos. Essa possível relação já vem sendo estudada por mais de uma década, mas ganhou destaque após declarações de Donald Trump, que reacenderam o debate.

PONTO IMPORTANTE


O mecanismo envolve o metabolismo hepático do fármaco, que gera NAPQI, um metabólito tóxico que reduz glutationa e induz estresse oxidativo (BAUER et al., 2022). Como a glutationa é essencial para a proteção neural, sua depleção durante períodos críticos do desenvolvimento fetal pode favorecer alterações neurológicas (AVELLA-GARCÍA et al., 2020).

Embora não haja consenso definitivo, as evidências acumuladas justificam cautela no uso de acetaminofeno em gestantes (CHEN et al., 2024).

ASPECTOS TÉCNICOS


  • Mecanismo proposto: o paracetamol pode atravessar a barreira placentária, interferindo no metabolismo da glutationa, aumentando estresse oxidativo e inflamação neural.

  • Metabolismo: cerca de 5-10% do acetaminofeno é convertido em N-acetil-p-benzoquinona imina (NAPQI), um metabólito tóxico. Em excesso, depleta glutationa e causa dano celular.

  • Neurodesenvolvimento: estudos sugerem que a exposição precoce pode alterar circuitos dopaminérgicos e serotoninérgicos, impactando comportamentos relacionados ao espectro autista.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS


Além dos riscos neurológicos, o paracetamol é a principal causa de falência hepática aguda nos EUA, com milhares de internações anuais. Como está presente em diversos medicamentos de resfriado, gripe e dor, a superdosagem acidental é comum.


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Embora ainda exista debate sobre a força dessa associação, cada vez mais especialistas recomendam cautela no uso de Tylenol durante a gestação. O tema exige investigação contínua e mais transparência por parte de órgãos reguladores e fabricantes.

Referências

  1. AVELLA-GARCÍA, C. B. et al. Prenatal acetaminophen exposure and risk of autism spectrum disorders. Environment International, [s. l.], v. 146, p. 106–110, 2020.

  2. BAUER, A. Z. et al. Acetaminophen use during pregnancy and child neurodevelopment: updated review. Nature Reviews Endocrinology, [s. l.], v. 18, p. 627–641, 2022.

  3. CHEN, Y. et al. Prenatal paracetamol exposure and childhood outcomes: evidence from cohort studies. Environmental Research, [s. l.], v. 242, p. 117–129, 2024.

  4. LI, J. et al. Acetaminophen and risk of ADHD and ASD in offspring: systematic review and meta-analysis. Frontiers in Pediatrics, [s. l.], v. 11, 2023.

  5. WANG, C. et al. Association between prenatal exposure to acetaminophen and neurodevelopmental outcomes. JAMA Psychiatry, [s. l.], v. 78, n. 10, p. 1071–1080, 2021.


 
 
 

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