• Ronaldo Gorga

EXERCÍCIO EM JEJUM: DEVEMOS FAZER?



Há muito tempo dizem que devemos evitar comer e logo se exercitar, já que isso leva a um pico de açúcar no sangue, seguido por um declínio que pode atrapalhar seu desempenho. Mas o New York Times publicou um artigo recentemente que mostrou que isso era um mito, já Que pesquisas recentes mostram que comer antes do treino não afeta necessariamente o desempenho.

Um exemplo que comprova isso, são os ciclistas que bebiam líquido açucarados antes do treino e mesmo assim eram capazes de completar uma viagem extenuante sem problemas, pois comer carboidratos de fácil digestão antes do exercício permite que treinemos por mais tempo.

Dito isso, há muitas pesquisas e razões que apoiam o hábito de não realizar uma refeição antes dos exercício, principalmente se você quer maximizar seu potencial de queimar gordura.



A maioria das pessoas que estão se dedicando a alguma atividade física, querem aproveitar o máximo esse tempo e obter o maior beneficio possível. Uma maneira de aumentar os benefícios do seu exercício é jejuando durante seu treino.

Quando nos exercitamos em jejum intermitente, isso força o corpo a perder gordura, pois os processos de queima de gordura do nosso organismo são controlados pelo sistema nervoso simpático, que é ativado pelo exercício e pela falta de comida.

A combinação de jejum e exercício maximiza o impacto de fatores celulares e catalisadores, que forçam a quebra de gordura e glicogênio para energia. Além disso a combinação de exercício e jejum intermitente produz estresse oxidativo agudo, o que beneficia o músculo.

Como assim doutor?

O estresse oxidativo agudo torna nosso músculo cada vez mais resistente a ele, estimulando a produção de glutationa e superóxido dismutase em sua mitocôndria junto com o aumento da capacidade muscular em usar energia, gerando força e evitando a fadiga.

Assim, essa combinação ajuda a neutralizar os principais determinantes do envelhecimento muscular. E não para por ai, ainda acionam um mecanismo que recicla e rejuvenesce o cérebro e os músculos. Esse mecanismo desencadeia genes e fatores de crescimento e reguladores musculares que sinalizam as células tronco cerebrais e células satélites musculares para se converterem em novos neurônios e novas células musculares respectivamente.

Isso significa que exercício em jejum pode manter seu cérebro, neuromotores e fibras musculares biologicamente jovens. O efeito dessa combinação vai muito além da perca de peso e pode ajudar a:

Mas preste atenção porque o jejum intermitente não é uma forma extrema de dieta, pelo contrario, o que estou falando aqui envolve tempo entre suas refeições para permitir períodos regulares de jejum. Para ser eficaz o jejum intermitente deve ser de 16 a 18 horas, como por exemplo, pular o café da manha e fazer o almoço a primeira refeição do dia.

Outro fator que devemos deixar claro é que se você for fazer um exercício de levantamento de peso, por exemplo, se alimentar após até 30 minutos do treino é importante e essa refeição deve conter proteína de assimilação rápida, a proteína em pó é uma opção.

É claro que existem fatores individuas que podem influenciar se é apropriado ou não se exercitar em jejum, como sua idade, horário da ultima refeição, gravidez, seu nível de condicionamento físico, o tipo de treino que irá realizar, entre outros.

Use um bom senso e escute seu corpo para decidir se você deve fazer jejum intermitente. Se você se sentir fraco ou enjoado durante o exercício com o estomago vazio, tome um shake de proteína de alta qualidade. Tomar a proteína em pó 30 minutos antes do treino de força, aumenta o metabolismo de seu corpo por até 24 horas após o treino Os aminoácidos encontrados na proteína em pó ativam mecanismos celulares que promovem a síntese de proteína muscular, aumentando a tireoide e protege contra o declínio de testosterona após o treino.


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