Saiba os diversos benefícios do jejum intermitente


Por que o jejum intermitente?

O ciclo entre alimentação (desjejum) e fome (jejum) imita os hábitos alimentares de nossos ancestrais e restaurar um estado mais natural do corpo, permitindo que uma série de benefícios bioquímicos ocorram. Nos últimos anos, tornou-se cada vez mais evidente que o corpo não tem como funcionar da forma ideal quando há um suprimento contínuo de calorias.

Quando você come o dia inteiro e nunca pula uma refeição, seu corpo se adapta a queimar o açúcar como sua principal fonte de energia, o que diminui a produção de enzimas que utilizam e queimam as gorduras armazenadas. O resultado é que você começa a ficar cada vez mais resistente à insulina e a ganhar peso, enquanto a maior parte de seus esforços para emagrecer se tornam ineficazes.

É importante perceber que, para poder perder peso, seu corpo precisa primeiro ser capaz de queimar gordura. Duas formas poderosas de fazer com que seu corpo deixe de queimar carboidratos para queimar gordura são o jejum e a dieta cetogênica clinica. Para melhores resultados, é preciso combinar ambos, pois uma estratégia sustenta a outra, proporcionando resultados mais rápidos.

Para saber mais, veja "Por que o jejum intermitente é mais eficaz quando combinado com a dieta cetogênica”. É importante lembrar que muitos processos biológicos de reparo e rejuvenescimento também ocorrem durante o jejum, e é por isso que comer o dia inteiro desencadeia doenças enquanto o jejum as previne.

Os diversos benefícios do jejum intermitente para a saúde

Um número cada vez maior de pesquisas médicas defende o uso do jejum intermitente, mostrando que ele tem uma vasta gama de benefícios biológicos. Como exemplo, o jejum intermitente demonstrou:

1. Promover a sensibilidade da insulina, que é crucial para a saúde, visto que a resistência à insulina, ou a baixa sensibilidade a ela, contribui para praticamente todas as doenças crônicas.

2. Promover a sensibilidade à leptina

3. Normalizar os níveis de grelina, também conhecida como o "hormônio da fome", o que resulta em menos fome.

4. Melhorar a gestão do açúcar no sangue por meio do aumento das taxas de absorção da glicose mediada por insulina.

5. Diminuir os níveis de triglicerídios.

6. Aumentar a produção do hormônio de crescimento humano (HGH) — comumente chamado de "hormônio fitness", o HGH desempenha um papel importante na manutenção da saúde, do condicionamento físico e da longevidade, incluindo a promoção do crescimento muscular e o aumento da perda de gordura através da aceleração do metabolismo. Uma pesquisa mostra que o jejum pode aumentar o HGH em 1.300% em mulheres e 2.000% em homens. O fato de auxiliar na construção muscular ao mesmo tempo em que promove a perda de gordura explica por que o HGH ajuda a perder peso sem comprometer a massa muscular e por que até os atletas podem se beneficiar do jejum intermitente.

7. Suprimir inflamações e reduzir os danos oxidativos.

8. Aumentar a autofogia e mitofagia, processos de limpeza naturais que são necessários para a renovação e o funcionamento celular ideais.

9. Aumentar a queima de gordura e melhorar a eficiência metabólica e a composição corporal, incluindo reduções consideráveis da gordura visceral e do peso corporal em indivíduos obesos.

10. Prevenir ou reverter a diabetes tipo 2, assim como diminuir sua progressão.

11. Melhorar o sistema imunológico.

12. Diminuir a pressão sanguínea.

13. Reduzir os riscos de doenças cardíacas — um estudo descobriu que aqueles que jejuavam regularmente tinham 58% menos risco de doença coronária em comparação com aqueles que nunca jejuavam.

14. Reproduzir alguns dos benefícios cardiovasculares do exercício físico.

15. Melhorar a eficiência energética e biossíntese das mitocôndrias

16.Alterar o estado de dormência das células-tronco para um estado de auto-renovação.

17. Reduzir os riscos de câncer.

18. Aumentar a longevidade — há vários mecanismos que contribuem para esse efeito. Normalizar a sensibilidade à insulina é um dos principais, mas o jejum também inibe as vias de sinalização do mTOR, que desempenha um importante papel no processo de envelhecimento.

19. Regenerar o pâncreas e melhorar a função pancreática.

20. Melhorar a função cognitiva, graças à elevação dos níveis de cetonas.

21. Proteger contra doenças neurológicas como demência, Alzaimer e Parkinson, graças à produção de corpos cetônicos (subprodutos da quebra dos ácidos graxos, que são um combustível saudável e preferível para o cérebro) e do fator neurotrófico derivado do cérebro (da sigla em inglês BDNF, esse fator ativa as células-troco cerebrais para que sejam convertidas em neurônios, além de ativar outras substâncias químicas que promovem a saúde neural).

22. Acabar com a vontade de comer doce à medida que seu corpo se adapta à queima de gordura em vez de açúcar

Observação: Esses benefícios não foram citados em ordem de importância.

Considerações acerca do jejum intermitente

Embora o jejum intermitente seja benéfico para a maioria das pessoas, é preciso levar alguns pontos em consideração:

· O jejum intermitente não deve ser uma forma de restrição calórica — trata-se de uma prática cuja finalidade é fazer você se sentir bem. Se o seu tipo de jejum provoca fraqueza e letargia, é preciso reavaliar sua abordagem.

· A vontade de comer doce é temporária — sua fome e desejo por doces deixará de existir lentamente à medida que seu corpo passa a queimar gordura como sua principal fonte de energia. Assim que seu corpo entrar no modo de queima de gordura, será mais fácil jejuar por 18 horas e ainda se sentir saciado.

· Não é aconselhável praticar o jejum intermitente se a sua alimentação estiver repleta de alimentos processados — embora o jejum intermitente possa parecer a cura dos males da saúde e do excesso de peso, sozinho ele não oferece todos esses benefícios. A qualidade da sua alimentação desempenha um importante papel se você deseja mais do que apenas emagrecer.

É de vital importância evitar os carboidratos refinados, cereais e açúcar/frutose. Concentre sua dieta em carboidratos vegetais, proteínas saudáveis em quantidades moderadas e gorduras saudáveis, como as presente na manteiga, ovos, abacate, óleo de coco, azeite de oliva e oleaginosas.