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  • Foto do escritorRonaldo Gorga

Conexão Surpreendente: Resistência à Insulina e Câncer!

A resistência à insulina, um perturbador metabólico identificado, é frequentemente associada a uma variedade de doenças crônicas, incluindo cardiopatias, diabetes tipo 2 e inclusive carcinomas. Estudos recentes realizados pela Universidade de Copenhague destacam uma conexão profunda entre resistência à insulina e oncologia, instigando a comunidade médica a monitorar glicemia em pacientes oncológicos.





Dados emergentes sugerem que disfunções metabólicas, especificamente resistência à insulina, estão correlacionadas com taxas aumentadas de recorrência de câncer e redução da sobrevida global. Uma revisão sistemática e meta-análise indicou que pacientes oncológicos demonstram significativa resistência à insulina.


Históricamente, a excreção de urina com alta concentração de açúcares tem sido observada em pacientes oncológicos, remontando à década de 1920. Ainda assim, estratégias terapêuticas convencionais para câncer raramente incorporam avaliações ou tratamentos relacionados à resistência à insulina.


A resistência à insulina não é exclusiva de pacientes oncológicos. Está também correlacionada com obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e sedentarismo, sendo prevalente em uma proporção significativa da população adulta.


Em um estudo publicado em 2022, foi revelado que apenas uma pequena fração da população norte-americana possuía saúde cardiometabólica ideal, insinuando uma prevalência alarmante de distúrbios metabólicos. Diabetes tipo 2, por exemplo, pode manifestar-se após uma década da identificação da resistência à insulina, se nenhuma intervenção for realizada.


A resistência à insulina desencadeia uma cascata de respostas fisiológicas. Para compensar, o pâncreas aumenta a secreção de insulina, promovendo a conversão de glicose sanguínea em depósitos adiposos.


Outras complicações associadas à resistência à insulina, conforme documentado pela Biblioteca Nacional de Medicina, incluem hipertensão, dislipidemia, e estados pró-trombóticos. O carcinoma, em seus vários subtipos, também demonstra associação.


Distúrbios neurodegenerativos, como Alzheimer, também têm sido associados à resistência à insulina. A resistência à insulina desempenha um papel crítico no desenvolvimento de distúrbios metabólicos, oferecendo um ponto de convergência no entendimento de doenças crônicas, conforme destacado na Frontiers in Endocrinology.


As origens da resistência à insulina são complexas, mas predominantemente ligadas a escolhas dietéticas e estilo de vida. Em particular, o consumo excessivo de grãos processados, açúcares e ácidos graxos ômega-6 industriais parece contribuir.


Intervenções dietéticas, como a eliminação de óleos industriais ricos em ácido linoleico e a implementação de uma janela de alimentação restrita, mostraram-se promissoras na reversão da resistência à insulina.


A monitorização da glicemia é fundamental para avaliar e gerir a resistência à insulina. Vários métodos estão disponíveis, desde testes de glicemia plasmática em jejum até testes orais de tolerância à glicose e hemoglobina A1C. É crucial interpretar esses resultados no contexto apropriado e considerar variações diurnas e influências externas.


Concluindo, a resistência à insulina é um mediador significativo em várias doenças crônicas, e sua relação com a oncologia não pode ser negligenciada. Abordagens terapêuticas que visam melhorar a sensibilidade à insulina podem ter implicações significativas na prevenção e tratamento de doenças oncológicas e outras patologias associadas.





Referencias: " Unraveling a Century-Old Secret – The Hidden Mechanism Connecting Diabetes and Cancer. SciTechDaily September 11, 2023


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